O teu sorriso transforma-se num sótão na penumbra da luz que entra por um pequeno postigo poeirento, onde me perco por horas a fio à procura de um tesouro escondido desconhecendo que o verdadeiro tesouro está ali à minha frente e dentro de mim: a procura, a magia, o segredo, a suspensão do tempo. Ali permaneço nesta cela de contemplação de uma impossibilidade e memória perdida, confundida talvez com um sonho de sol ou delírio de uma noite em que os nossos corpos se elevaram ao pináculo do desejo e do êxtase da intemporalidade, de um agora sem amanhã.
