
a madeira corpo de cristo do qual lambo as entranhas psicoactivas_corto a carne com escárnio de provar o veneno que desce o leito do rio de urina e esperma em que mergulhaste procurando nas saliências vulcânicas a tua libertação_correias que maceravam as tuas veias de frágil calibre donde tu sangre bafejava o vapor inebriante das noites carótidas como humidade sul americana descendo e deslizando nas íris embriagadas que nos aproximavam intimamente_acidificantes e corantes transdérmicos tatuavam a fusão que desejavamos em poemas escritos nas superficies ancestrais de rochas de granito cintilante_aras votivas a deuses pagãos vigilantes, esquecidos mas revelados em ocasos solsticiais.
Pintura de Pedro Esteves © pedroesteves.deviantart.com

