O teu sorriso transforma-se num sótão na penumbra da luz que entra por um pequeno postigo poeirento, onde me perco por horas a fio à procura de um tesouro escondido desconhecendo que o verdadeiro tesouro está ali à minha frente e dentro de mim: a procura, a magia, o segredo, a suspensão do tempo. Ali permaneço nesta cela de contemplação de uma impossibilidade e memória perdida, confundida talvez com um sonho de sol ou delírio de uma noite em que os nossos corpos se elevaram ao pináculo do desejo e do êxtase da intemporalidade, de um agora sem amanhã.
10.8.19
IX
Como extrair a realidade
Da irrealidade
Quando o reflexo da tua própria sombra
é um espelho rachado em mil pedacinhos?
Por momentos és Ulisses
Na mais solitária viagem
Num vasto e inóspito oceano de loucura e delírio.
Regressarás
Às margens do teu ser,
Náufrago da tua dignidade.
Ali permanecerás
na tua ilhota de memórias solarengas
até que um dia
sentirás uma brisa
na tua face intocada
Pelo tempo.
Da irrealidade
Quando o reflexo da tua própria sombra
é um espelho rachado em mil pedacinhos?
Por momentos és Ulisses
Na mais solitária viagem
Num vasto e inóspito oceano de loucura e delírio.
Regressarás
Às margens do teu ser,
Náufrago da tua dignidade.
Ali permanecerás
na tua ilhota de memórias solarengas
até que um dia
sentirás uma brisa
na tua face intocada
Pelo tempo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
